Conheça a minha história

 

A convivência leva à confiança!!!

O texto que você vai ler é um trecho do livro (Conseqüências de uma traição).

Toda pessoa sonha em ter uma família, uma boa esposa, filhos saudáveis, mas, às vezes, temos tudo isso e não valorizamos, deixamos tudo de lado por uma mera aventura que pode nos causar danos irreversíveis.

Eu tinha uma vida tranqüila, tinha um lar, uma boa esposa e a minha pequena filha.

No início eu tinha uma rotina de um bom chefe de família, de casa para o trabalho, do trabalho para casa, uma rotina que eu tenho muita saudade, pois era feliz e não sabia.

O que eu tenho mais saudades é dos passeios que tínhamos, eu, minha esposa e minha filhinha, sempre eu a carregava no colo e ela ficava muito feliz, não saía do meu colo por nada.

Éramos uma família super feliz.

Até que um dia em uma festa na casa de um amigo conheci Sabrina, era uma mulher muito bonita e sedutora, logo que a vi já me interessei por ela e percebi também seu interesse por mim, então começamos um relacionamento.

A princípio, para mim era apenas uma aventura fora do casamento, só o que eu não sabia é que esse envolvimento seria o começo de uma grande tragédia em minha vida.

Durante muito tempo Sabrina e eu tivemos um relacionamento "normal" e tranqüilo, sem cobranças, sem ciúmes e com muito respeito.

Por volta de Janeiro de 1999, a coisa começou perder o controle, Sabrina tinha ciúmes de tudo e todos, começou a me seguir e me importunar no trabalho, ficava 24hs atrás de mim.

Eu estava cansado de tanta pressão por parte dela, queria romper, mas não conseguia, pois ela me ameaçava de todas as formas.

Ela era uma garota de 19 anos, queria se formar em direito, mas estava completamente mudada, vasculhava minhas coisas atrás de pistas de meu endereço, telefones etc.

A essa altura, meu casamento já estava desestruturado, minha mulher já estava mais que desconfiada.

Eu ia para casa duas vezes por semana e as desculpas já eram piadas.

Diante das ameaças de Sabrina, resolvi contar para minha mulher, antes que outros o fizessem.

Chamei-a para conversar.

Comecei a contar, ela apenas ria e pedia que parasse de brincadeiras.

Eu olhei-a seriamente e disse-lhe que queria que tudo fosse brincadeira mesmo.

Ela não disse uma palavra, apenas me olhou e seus olhos encheram-se de lágrimas, ficamos sem nos falar até o dia seguinte.

No dia seguinte, ela quis falar comigo, conversamos muito e ela disse que não seria mais a mesma coisa entre nós.

Percebi, então, que tudo que eu dissesse naquele momento seria usado contra mim, então permaneci calado.

Um dia, ao voltar para minha casa, depois de uma jornada de trabalho, percebi um tumulto de pessoas em frente a minha casa.

Ao aproximar-me meu coração disparou, era Sabrina e minha esposa numa grande discussão.

Minhas pernas estremeceram, fiquei sem ação.

De repente parou uma viatura de polícia, chamada por vizinhos.

Eu, imediatamente, me identifiquei (na época era policial ativo) e informei que estava tudo sob controle.

Realmente estava, Sabrina havia ido embora com suas amigas e os vizinhos estavam em casa com minha esposa.

Naquele dia, tudo se acalmou.

Na manhã seguinte, fui à casa de Sabrina buscar meus pertences e dar um basta naquela situação.

Porém, as coisas não foram como eu planejei.

Cheguei na casa de Sabrina por volta das 08:00am, mas ela tinha o costume de acordar as 14:00.

Ela morava num sobrado e não tinha campainha, então usei o único meio de chamá-la, que era gritar.

Gritei uns trinta minutos, até que ela abriu uma frestinha na janela e jogou a chave do portão e, então, subi.

Ela estava na porta principal com um enorme sorriso no rosto e dizendo que um bom filho ao lar retorna.

Eu empurrei a porta e disse que não era nada disso.

Fui pegando meus pertences e ela sorriu dizendo:

- Calma, já que nunca mais nos veremos vamos nos despedir.

Abriu seu roupão, estava nua.

Ela me seduziu e cai em sua armadilha.

Antes de sair de lá, decidi tomar banho, mas, antes de entrar no banheiro, tirei a munição do meu revolver e o deixei em cima do guarda-roupa.

Quando saí do banheiro ela estava de calça jeans e blusa, completamente agressiva e dizendo a todo instante que nunca ia me perder.

De repente, levantou a blusa, tirou minha arma e gritou:

- Está carregada viu?

- Se você não quer ficar comigo, não ficará com mais ninguém!

Eu pude perceber duas munições no tambor da arma, então, resolvi desarmá-la.

Segurei a arma e, quando tinha dominado a situação, me deu um branco e eu soltei a arma.

Quando dei por mim a arma estava na altura do meu peito.

Só ouvi o barulho e senti o cheiro da pólvora.

Fui caindo lentamente e perdendo todo o movimento do corpo.

Enquanto ia ao solo em câmera lenta, pude perceber o desespero em seu rosto.

Caí no chão, achando que estava morrendo e me veio a lembrança de uma cena do filme Ghost, em que as pessoas que morriam eram levadas por sombras.

Passaram-se alguns minutos e eu ainda estava vivo, então pensei na urgência de ser socorrido, para continuar vivo.

Sabrina havia colocado o som no último volume antes de efetuar o disparo.

Eu temia que ninguém tivesse ouvido o tiro e ficar sangrando até a morte.

O som bem alto tocava a musica Just The Way You Are, que é, de Barry White.

De repente, ouvi as pessoas gritarem e em seguida a porta se abriu.

Era o Sr. Sales vizinho de Sabrina, ele gritava:

- O Naldo está vivo!!!

E, rapidamente, encheu de gente.

Uma mulher queria me levar em seu carro, mas o Sr. Sales gritou:

- NINGUÉM PÕE A MÃO, ESPERA O RESGATE (Atitude corretíssima nessas horas. NUNCA COLOQUE A MÃO EM UMA PESSOA COM SUSPEITA DE FRATURA NA COLUNA, ESPERE A EQUIPE DE RESGATE PARA IMOBILIZÁ-LA DE FORMA CORRETA)!

Sr. Sales tomou a atitude correta, porém chegou uma viatura local e devido o meu estado, havia perdido muito sangue, me socorreram às pressas, levando-me ao hospital local.

Ao chegar ao hospital, fui colocado em uma maca e levado para emergência.

Depois de muitos exames, recebi a noticia que ficaria tetraplégico.

Recebi, também, a notícia que Sabrina havia se matado e que estava grávida.

Minha esposa no mesmo dia também me deu uma notícia, estava grávida de um mês.

Atualmente, estou divorciando, tenho duas filhas e, ainda,estou tetraplégico.